sábado, 11 de novembro de 2017

Denúncia...




 Livros fechados
Planta de plástico em pé
Na xícara frio o café

Pinga luz pela vidraça
Solidão pelos cantos
A pouca luz tudo embaça

Desamor esvoaçando
O silêncio faz companhia
Pra quem já não faz poesia...

Corpo parado, vazio...
Olhar imobilizado
Já não escreve o teclado

Percebam!!!!

Despoetaram o poeta
Despoetaram  o mundo
Morre o vate em silêncio profundo!




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O mal vem da escuridão!


Aos corajosos... 



























Dize tu o que queres, bem o dizes!

Mas ah! - estarás entre os infelizes!

Dize o que quiseres... mas eu sou o forte!

Enquanto vives, ameaço-te com má sorte...

Eu que sou o forte, eu que te dou o norte!

Vá! Conta aos outros o que tanto te assombra!

Mas eu que sou o forte, aguardo-te na sombra...

Dize, esbraveja! Escreve o que queres escrever...

Mas eu sou o forte, não te deixo bem viver!

Fala! Pode falar o quiseres à toda multidão!

Eu que sou forte, aguardo-te frio na escurião...

Vá às ruas, grita tu o que queres gritar...

Mas eu sou o forte e fico a te aguardar...

Pode poetar o que queres, basta teu querer!

Mas eu sou o forte, não te posso deixar viver!

Encanta quem quiseres! Conta a quem quiseres contar!

Mas não te esqueces: eu sou o forte e fico a te aguardar!