Em abismo fundo,
só neste mundo,
tão silente definho!
Deus, Tu tão quietinho,
não vês meu colapso?
Deus, lá do teu espaço,
Tu olhas sem me ver!
No meu dia só anoitecer,
abissal profundidade!
No fundo, sem claridade,
fico a rezar estre escombros...
Dói-me o peso nos ombros
mas estou aqui tão só...
Deserto, suor e pó...
Deus, fonte de tudo, da claridade:
Ouve que está em fatal profundidade!

