sábado, 14 de abril de 2018

Museu...






















Como quem vai a um museu
olho para trás: já fui teu!
Ancestrais escritos arquivados,
poemas antigos, antiquados!

Museu de peças raras e preciosas,
onde as pessoas passam silenciosas...
Minha alma a museu comparo,
tu és nele especial e raro quadro!

Tu estás guardada em especial redoma,
do ambiente és rainha e ancestral dona!
Relíquias, poemas, fotos: espiritual museu!
Dentro de mim sou eternamente teu...

No museu interno te visito com vagar...
Como igreja, como santo altar,
nele estás sempre, linda,  protegida...
Ali te preservo por meus poemas ungida!

Olhos nos meus...


 A moça de olhos assim tão claros,
eis que olham os meus: tão raros!

Ai! Que boca sorridente! Que batom vermelho!
Aquela boca vermelha é do entardecer espelho!

A moça tão perto, com  olho tão claro!
Tornei-me por ela tão egoísta e avaro!

Cabelos longos, a mãozinha tão pequena!
Doce fada, linda moça,  cândida falena!

Surge a moça... vejo sua luz e seu lampejo!
Olhos claros! Linda! Minha paixão e desejo!



sábado, 7 de abril de 2018

O soldado!











Caiu o valente, o soldado.

O peito por projétil lancinado.



Caiu. Ao chão. Tombado.

Atingido. Avassalado!



Valente! Valente! Valente!

Caiu feito mortal, feito gente...



Mas caído criou asa forte.

Caiu. Mas... onde a morte?



Vitimado. Mais vida tem o moço.

Caído. Do chão vem o alvoroço.



Do chão. Caído. Estabacado.

Morreu? Ressurge o soldado!!!



Caiu mesmo? Que importa?

Aquela alma nunca morta!



Venceu, venceu o valente, o soldado!

Venceu. O peito pelo povo medalhado!