Nos caminhos de pó e de tantas gentes
passo assustado e com passos silentes...
Enquanto transeuntes transitam
meus pensamentos volitam...
Há os odientos e os odiosos...
Eu? Só passos silenciosos...
Inúmeros bradam loucos...
E eu? Ando lento, aos poucos...
Gritam e chegam tão perto!
Eu passo ao largo, quieto...
Que faço se meu passo
tem da borboleta o compasso?
Enquanto eles rosnam e rangem os dentes,
eu passo, triste, com meus passos silentes...
