sábado, 27 de janeiro de 2018

Terceiro ano...



Resultado de imagem para desenho de criança oito anos





























No terceiro ano eu muito queria...
Eu queria ser astronauta que subia
Até a lua fria como um sorvete!
No terceiro ano queria ter foguete
Pra no céu viajar como na televisão!
No terceiro ano eu queria um avião
Pra ser piloto como no filme que eu via!
Gente! No terceiro ano como eu queria
Ser um grande lutador, um faixa preta!
Eu queria ser como um louco cometa
Viajando por onde eu tanto queria!
Mas no terceiro ano eu não sabia
que tinha vestibular, que tinha profissão!
Eu queria viajar como eu via na televisão!
No terceiro ano crescer nem pensava!
Brincar, correr era só o que eu desejava!
Hoje sou pai, sou gente bem grande!
Ah! Meu amor é enorme e se expande
Para o meu filho de oito anos!
Sabe hoje quais são meus planos?
Ser um pai bom, honesto e muito amado,
ter meu filho no terceiro ano matriculado!


Casa da Barbie...




 Imagem relacionada

Estante bem arrumada,
sala ampla, bem enfeitada...
Relógio bem ajustado,
quarto limpo, bem arrumado...
Metais bem polidos,
bem limpos os ladrilhos...
Bem organizada: hora de dormir, hora de sair,
hora de chegar, hora de partir...
Na sala de visitas belo tapete,
na geladeira das compras lembrete...
Sóbrias cortinas, guardanapos bordados,
cama arrumada, lindos acolchoados...
Casa da Barbie, casa engomada,
toda bonita, toda dourada...
Tudo bem cuidado, mas amor não tem
Não entra pó, não entra ninguém!


Onde estás?






Ah! Quando voltarão as minhas alegrias?
Alegria: que voltes logo e para mim sorrias!

Onde estás? Onde te refugias?
Onde estão minhas alegrias?

Triste. Só. Silente. Abandonado na estrada.
Antes minha alma era janela escancarada!

Hoje sou casebre triste, com as janelas fechadas.
Sem luz. Pó. Sombras. Portas velhas e lacradas!

Minha alma dentro de mim bebe sozinha.
Minha alma só, dentro de mim definha.

Casebre! Choupana triste envolta em ventanias!
Quando voltarão minhas saudosas alegrias?

Alegria: onde estás? Onde te refugias?
Ah! Onde estão minhas alegrias?








quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Escrevo como...








Minha mente é cachoeira

de ideias correntes.

Ideia que como raio clareia

céus em verões quentes!



Escrevo amores e lamentos.

Escrevo como forte ventania.

Poeto como a doce sinfonia

de chuvas, pingos e ventos.



Escrevo como um pintor.

Cada verbo é uma cor.

Cada palavra uma pincelada.

Cada poema uma imagem pintada.



Escrevo como correnteza,

escrevo como quem tem certeza

que é rio de água profunda

que tudo pode quando tudo inunda!

Bailarina menina...



 Límpida cascata cristalina
no rir álacre da doce menina!
Menina: eu mais rio quando tu ris!
Então mais se encantam os colibris...
Salta a menina como bailarina,
gira e gira a infantil dançarina!!!!!!
Doce menina, a mais doce das ginastas...
Tudo sorri e dança quando tu me abraças!
És a onda de ternura que avança,
Tu és a doce primavera-criança!
Eu muito rio quanto mais tu ris...
Encantam-se quando tu danças, os colibris!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Casebre...

Sou um velho casebre
frio, coberto de neve....
Em escombros, carcomido,
negro, pelo tempo comido...
Vidros sujos ou quebrados,
solidão e maus olhados!
Casebre triste e assombrado
com tristezas como alambrado!
Casa velha, triste e quieta,
tristeza a parede acoberta....
Sou casa muito velha e abandonada,
Cheia de fantasmas: assombrada!
Teias de aranhas como cortinas,
lembranças vagueiam: teatinas!
Dentro sou casa abandonada,
sem dona, triste, amaldiçoada!