De cinza o céu se
veste,
um raio nos espaços
investe
como se tudo fosse
destruir!
O terno ninho do
galho vai cair,
a chuva há de tudo
alagar!
O mundo treme – vai
acabar?
A doce criança tem
medo!
A noite cai bem mais
cedo:
o dia fugiu assustado!
O vento - apressado –
passa tudo querendo
levar...
O terno ninho do
galho vai cair,
a chuva há de tudo
alagar!
Então a natureza se
esconde
- o temporal não está
longe!
A tempestade vai tudo
derrubar?
O terno ninho do
galho vai cair,
a chuva há de tudo
alagar!
Acreditem! Naquela
Casinha tão bela
a tempestade não
assusta!
A bela casinha é tão
robusta
que fraca fica a
tempestade!
Adverte a quente
claridade
que vem da crepitante
lareira,
que a procela é
infantil brincadeira
que a casinha linda
não pode assustar!
A casa é ninho que
não vai cair,
é montanha que não
vai alagar!
Acontece que as
tempestades possantes
são apenas doce garoa
para os amantes
da tão bela casinha!
O amante diz: “Veja que chuvinha!”
Ela responde: “Vem amor, deixa a tempestade sozinha!”