segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
sexta-feira, 18 de outubro de 2019
terça-feira, 27 de agosto de 2019
O tempo...
O passado deixou a porta aberta.
Sem avisar, sem nenhum alerta,
pela fresta passaste e te vi.
O tempo é como uma vidraça.
É como uma janela que embaça
a visão de quem olha para trás...
Não fechei bem a porta do passado.
O tempo risonho e muito assanhado
te fez passar pela porta entreaberta...
O passado é como fina réstia de tênue luz
que no quarto escuro a claridade conduz.
Do escuro do tempo surgiste...
O tempo de tudo lembra, nada esquece.
É uma brasa que vira fogo e nos aquece.
E tu estavas ali e tudo aqueceu.
O tempo é lento, mas não para nem morre.
Ele é como suave água que lenta escorre...
As águas do tempo te trouxeram para hoje.
Ao te ver assim tão jovem e tão bela
fechei do tempo a porta e a janela.
Para não te ver me fechei todo.
De nada adiantou...
O passado é como fina réstia de tênue luz
Que no quarto escuro a claridade conduz.
Do escuro surgiste para não mais ir embora.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
sábado, 20 de julho de 2019
domingo, 14 de julho de 2019
sábado, 20 de abril de 2019
Eu não desisti, fui desistido.
Não que eu
desista.
Fui perdido
de vista.
Eu fui
desistido.
Fiquei desassistido.
Não fui
televisado.
Desassistido.
Abandonado.
Não que eu
desista.
Fui perdido
de vista.
Em pleno voo,
abatido.
N’alma a
força do apaixonado.
Entretanto,
abandonado!
Um ser interrompido.
Não desisti,
fui desistido.
Nunca um
suicida, mas apaixonado.
Não matei a
mim mesmo, fui suicidado.
Desistência,
não. Desassistido.
Fui matado,
interrompido.
domingo, 24 de fevereiro de 2019
Difícil, muito difícil...
Não é fácil navegar
quando o velejar
é proibido...
Jogar-se forte para o alto
é difícil quando o asfalto
é o permitido...
Escrever longo rimado poema
quando o mundo se condena
a ser iletrado... difícil!
Impossível ver a moça bela
se cega é toda ampla janela
tão lacrada e gradeada...
Difícil sair para a manhã tão orvalhada
se toda alma é na solidão trancafiada
a ponto de voltar a dormir...
Como querer ser anjo de luz
se o egoísmo nos conduz
a ponto de endiabramo-nos...
É muito difícil querer o doce amplexo
Se o incansável desejo por puro sexo
Nos deixa com poucas escolhas...
Difícil, muito difícil...
Não é fácil navegar
Quando o velejar
é proibido...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
sábado, 12 de janeiro de 2019
Virtualidade...
Afago
carinhos nas curvas do teclado...
Dedilho
suspiros nas teclas sensíveis.
Digito
tristezas e sutilezas digitais...
Vago
entre conexões nos espaços cibernéticos
procurando
o que perdi off-line!
Viajo
teclando galáxias virtuais
à
procura do que perdi na terra...
Meu
amor analógico acreditei ser pesado demais
num
tempo digital feito de efemeridades....
Plugado
e vestido de softwares trafego
em
oceanos infinitos e digitalizados...
Perdido
eu teclo procuras!
Perdido
conecto ausências!
Sem ti
na terra procurei virtualidades...
Virtualidades
tantas e infinitas
que
continuo assim, teclando saudades
nos
espaços enregelados
dos
conectados na solidão!
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