quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Vi-te!


Olhei-te quieta ali.
Olhei-te tão bela.
Tela de aquarela,
o jardim é pra ti!

Ali ao toque da mão.
Tu sentada no chão,
Como flor ali plantada!
Vi-te flor alva e encantada...

Quieta de olhar brilhante.
O dia fulgurante
É para ti dourada moldura!
vi-te magia, vi-te candura!

Leve como querubim
te assentavas no jardim...
Vi-te anjo de muito palor!
Vi-te no jardim como bela flor!

Cuidei-te como faz o jardineiro
Pois tu estavas tão bela no canteiro
Entre mil borboletas e florais odores!
Voei para ti como fazem os beija-flores!





domingo, 23 de dezembro de 2018

Caminheiro leve...


















Desempregado, a pé, pés cheios de pó.

Caminheiro sem nada. Totalmente só!



A pé, sozinho, alegre o caminheiro...

Sem nada, mas leve... rico sem dinheiro!



Viajante da vida sem bagagem...

Leve, solto nessa estranha viagem...



A caminho mas sem destino...

Tão leve é livre o peregrino...



Desempregado, pés de pó!

Leve, livre, solto e tão só.



Quem? Quem a isso se atreve?

Que pode como ele ser tão leve?



Tão só o corajoso anda solto.

Alma ao alto, corpo absorto...



Voa o caminheiro com os pés no chão.

Quem pode? Ah! Como ele não pode não!



Tão cheio de si, tão pleno e inteiro

Que de ninguém precisa o caminheiro!



Ouve-se seu grito:



Quem? Quem a isso se atreve?

Que pode como eu ser tão leve?










Do passado as espumas...










Do passado as espumas

Num mar de tênues brumas

Visitam minha memória...



A moça do passado – vaporosa -

Tão meiga, doce e muito formosa

está retida na retina da alma...



Lembrei-me muito dela,

A antiga magia da moça bela

De mim agora apossou-se...



Perfumes, brisas e ventos,

lembranças de outros  tempos

que só na memória vivem...



Anos já passados,

tempos assombrados

por saudades tantas!



Dos tempos muito antigos

Ainda ouço tênues gemidos

Entre abraços fortes!



Do passado as espumas

Num mar de tênues brumas

Que nunca mais vou navegar!

Delicadeza...

















Estou delicado demais...

Lágrimas como jamais...

Sensível demais, em demasia

Choro por qualquer fantasia...

Terno, amorável e tenso,

Choro, não aguento!

Como cristal, quase quebro...

Chorar mais não quero!

Delicado de jeito tão profundo...

Sofro por esse triste mundo

Perdido solto, pobre orbe!

Dos sonhos não me acorde,

Sou muito delicado, terno demais...

Deixe-me aqui nas fossas abissais

da minha exacerbada sensibilidade!




terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Ainda tu...





























Ainda sonho!

Ainda ardo e componho

Versos estranhos...

Versos de antanhos,

De um passado

Que tanto passou

Que a solidão levou!

Ainda escrevo!

Cheio de enlevo

Me enterneço!

No ontem me aqueço,

No passado,

Tão amado,

Tão cheio de ti!

Ainda não perdi

O doce dom!

Ah! Foi tão bom

Tu teres a mim,

E num prazer sem fim

Eu ter a ti!

Ah! Ainda não perdi,

Nem posso perder

O vício de escrever

Para de ti lembrar!


AFETO...








DESPERTO

O AFETO

SEMPRE

PERTO

DE MIM...

DE SOPETÃO

- ENFIM –

DO NÃO

O FIM!

AGORA

É HORA

DO SIM!

SABES: TE ESPERO.

SABES: TE QUERO

BEM PERTO.

ENFIM,

O AFETO

DESPERTO

COM POESIA

FEZ MELODIA

EM MIM!!!


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Moça que surgiu repentina!















Moça que fala entre sorrisos.

Moça clara de luzes e de brilhos.



Primaveril. Lépida. Floral.

Bela. Juvenil. Angelical.



Trouxe aromáticos odores.

Trouxe a leveza das flores.



Moça que fala simplicidades.

Moça bela e  sem vaidades.



Moça que surgiu repentina!

Moça! Mulher! Tão menina!



Simples, tão simples como é simples a pureza...

Tanto sorriso, tanta simplicidade, tanta beleza!




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Peça...




(A foto foi tirada sem que a moça percebesse...)




O que quer? Peça. Por favor peça.

Você para meus olhos arremessa

a imagem de uma moça sozinha...

Que sua alma peça para a minha

o que tanto sozinha você espera...

Sentada. A tristeza ali você venera!

Peça o que quiser linda moça da praça...

Peça para mim. Eu dou por amorosa  graça!

Peça que eu fique, peça a presença minha!

Peça que e eu não  deixo mais você  sozinha!










sábado, 3 de novembro de 2018

Dos fracos...






Tiraram as canetas.

Estudei os cometas



Então os livros me tiraram.

Ah! Estrelas me orientaram.



Fracos: livros e cadernos queimaram.

Mas a voz dos mais velhos deixaram.



Tiraram de mim a foto do nosso baile.

Ah bobos! Eu vejo teu corpo em braile!!!!



Tiraram, tiraram e tiraram novamente.

Fracos! Fiquei eu e a minha forte gente!



Invadiram minha casa, minhas propriedades.

Fracos! Não podem levar minhas verdades!



Quebraram todas as minhas portas e janelas.

Que bom!!! Posso ver mais paisagens belas!














sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A urna é caixa de Pandora.







A urna do mal é Caixa de Pandora.

Afasta de mim esse mal agora!



Noites se aproximam, noite soturna.

A caixa de Pandora é uma urna.



Aberta a caixa, a caixa da morte.

Mau augúrio. Caixa da má sorte.



Não quero essa caixa maledicente.

Ah! Quero caixa nova , de presente!



Quero caixa colorida, caixa perfumada.

Quero caixa de luz, de amor iluminada.



Caixa de horrores e do mal?  Ossadas de uma furna?

Não! Nunca! Que venha vida e flores de uma nova urna!




quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Desarmar (Simples assim...)


Eu quero amar e novamente amar.
Eu quero desfazer o ódio: desarmar!
Quero viver com os sutis e os amorosos.
Eu quero os amantes, os charmosos!
Quero abrir comportas: o amor desaguar!
O ódio desdizer, os ânimos desarmar.
Eu quero a doce arma certeira do Cupido.
Não quero o deus Ares no peito escondido!
Não quero o porte de armas. Porte-se flores.
Não quero ódios. Quero paz, luz e amores!

domingo, 26 de agosto de 2018

Te amar é fácil...







Te amar pra mim foi fácil,

não precisei nem ser hábil,

nem ser muito esperto.

Tu já estavas tão perto,

sempre ao alcance da mão.

Almas gêmeas, de irmão.

Almas pra sempre unidas.

Pelo amor ungidas,

desde sempre num enlaço,

no alcance de um abraço...

Te amar é simples, eu juro,

tão simples e tão puro

que não tem complicações.

Tu estás nas minhas orações.

Eu sei que estou nas tuas.

Quando ando solto nas ruas,

sei que me encaminho pra ti.

Não importa o destino ou o caminho,

quando na bagagem tem carinho,

quando o caminheiro tem a alma sã...

Como é fácil amar a irmã

quando sempre foi assim...

Ah! É tão fácil pra mim!

Te amar é fácil, eu juro!

É tão simples e tão puro

que não tem complicações.










domingo, 29 de julho de 2018

Olê, olê, olá: Liberdade ao leão!






Prender o bravo leão da selva

ou render o vaga-lume da relva

é tentativa dos perversos...

Prender a águia, descê-la do céu,

prender o vento livre ao léu,

é coisa de gente má, insana!

Gradear quem muito ama,

silenciar quem só quer falar,

o livre querer gradear,

é coisa de gente muito maldosa!

Prender o leão de alma amorosa,

gradear o amor do Brasil,

usar do ódio e do ardil,

é tentativa dos maus e perversos!

É hora dos poetas escreverem seus versos,

é chegada a hora da luz e do sorrir,

é chegada a hora do leão rugir!

Buscar a luz, escrever versos,

libertar o preso hoje entre grades...

apartar o bravo dos covardes!


sábado, 30 de junho de 2018

Abismo!




Em abismo fundo,

só neste mundo,

tão silente definho!

Deus, Tu tão quietinho,

não vês meu colapso?

Deus, lá do teu espaço,

Tu olhas sem me ver!

No meu dia só anoitecer,

abissal profundidade!

No fundo, sem claridade,

fico a rezar estre escombros...

Dói-me o peso nos ombros

mas estou aqui tão só...

Deserto, suor e pó...

Deus, fonte de tudo, da claridade:

Ouve que está em fatal profundidade!

Eternamente tentar voltar...




Vou eternamente tentar.

Vou violentamente remar

contra a maré que avança.

Deus! Quero ser criança,

voltar no tempo com urgência.

Voltar para a inocência,

retornar ao tempo antigo.

Voltar ao terno abrigo

da casa na árvore feita.

A criança leve se deita

com os olhos no espaço.

Voltar para o abraço

e para o terno carinho

que quando menino

eu tanto recebia!

Voltar! Eu não sabia

que iria um dia chorar.

Eternamente vou tentar,

violentamente vou remar

contra o tempo que avança.

Deus! Quero voltar a ser criança!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Como é o abraço da Isabella...




É como leve passarinho

que chega ao ninho...



Ou como a nuvem no céu...

Ou como o leve vento ao léu...



É leve como o beija-flor.

É suave como é o amor...



É delicioso como é o chocolate...

É tão bom quando a saudade bate!



O abraço dela tem nove anos...

E tem a doce ternura dos anjos!



Amada criança que me enlaça,

belo  anjinho que me abraça!