Saltou da velha gaveta
uma suave brisa fresca...
Uma luzinha, uma cor,
um chamado, um odor...
Uma fantasminha,
uma saudade minha...
Não sei o que aconteceu...
Em mim amanheceu
- o que já fui – poeta...
A gaveta já aberta
deu à luz a foto dela...
Eu - a fera, ela - a bela!
Fechei logo, de repente...
A dor afoga a gente
quando vem inesperada...
Saibas tu, minha bem-amada,
tão jovem na foto eternizada...
O poeta que fui tem a alma ali engavetada!

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