domingo, 23 de dezembro de 2018

Caminheiro leve...


















Desempregado, a pé, pés cheios de pó.

Caminheiro sem nada. Totalmente só!



A pé, sozinho, alegre o caminheiro...

Sem nada, mas leve... rico sem dinheiro!



Viajante da vida sem bagagem...

Leve, solto nessa estranha viagem...



A caminho mas sem destino...

Tão leve é livre o peregrino...



Desempregado, pés de pó!

Leve, livre, solto e tão só.



Quem? Quem a isso se atreve?

Que pode como ele ser tão leve?



Tão só o corajoso anda solto.

Alma ao alto, corpo absorto...



Voa o caminheiro com os pés no chão.

Quem pode? Ah! Como ele não pode não!



Tão cheio de si, tão pleno e inteiro

Que de ninguém precisa o caminheiro!



Ouve-se seu grito:



Quem? Quem a isso se atreve?

Que pode como eu ser tão leve?










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