Desempregado, a pé, pés cheios de pó.
Caminheiro sem nada. Totalmente só!
A pé, sozinho, alegre o caminheiro...
Sem nada, mas leve... rico sem dinheiro!
Viajante da vida sem bagagem...
Leve, solto nessa estranha viagem...
A caminho mas sem destino...
Tão leve é livre o peregrino...
Desempregado, pés de pó!
Leve, livre, solto e tão só.
Quem? Quem a isso se atreve?
Que pode como ele ser tão leve?
Tão só o corajoso anda solto.
Alma ao alto, corpo absorto...
Voa o caminheiro com os pés no chão.
Quem pode? Ah! Como ele não pode não!
Tão cheio de si, tão pleno e inteiro
Que de ninguém precisa o caminheiro!
Ouve-se seu grito:
Quem?
Quem a isso se atreve?
Que
pode como eu ser tão leve?

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