Meu corpo é meu claustro.
Dentro me debato, exausto.
Dentro, preso e sozinho.
Sem ar, sem luz, definho.
Meu corpo me detém.
Dele sou triste refém.
Meu corpo sorri e aparece.
Dentro, ajoelho em prece.
Meus olhos são janelas.
Vidraças sutis e belas.
Se alguém abrir tais janelas e olhar
verá um triste prisioneiro a penar...

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