quinta-feira, 21 de outubro de 2021

O presidiário...

 


 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

Meu corpo é meu claustro.

Dentro me debato, exausto.

 

Dentro, preso e sozinho.

Sem ar, sem luz, definho.

 

Meu corpo me detém.

Dele sou triste refém.

 

Meu corpo sorri e aparece.

Dentro, ajoelho em prece.

 

Meus olhos são janelas.

Vidraças sutis e belas.

 

Se alguém abrir tais janelas e olhar

verá um triste prisioneiro a penar...

 

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