Coisas tão delicadas,
suaves, tão adocicadas
que nomes não podem ter...
Há coisas tão cheirosas,
mais que tudo, mais que rosas
que nomes não podem ter...
Tão raras por tão suaves,
mais leves que as aves
que nomes não podem ter...
Tão lindas e amoráves,
doces tão apaixonáveis
que nomes não podem ter...
Tão cristalinas e brumosas
que tais almas amorosas
nomes não podem ter...
Distante - como raras obras de arte -
o pobre poeta que não pode chamar-te
cria versos: pois nome tu não podes ter!

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