domingo, 10 de setembro de 2017

Amélie Poulain

























Aprendi que não é o muito grande
nem o ávido pulmão que se expande
que pode dar o que quero...
Descobri que não é o universo
nem o longe grande e disperso
que pode dar o que quero...
Percebi que não é o olhar que tudo vê
nem a grande questão sobre o porquê
que pode dar o que quero.
Vi que não é a força do metralhar
nem o horror do canhão a troar
que pode dar o que quero...
É no detalhe, é no pequeno,
é no mínimo que está o veneno
que pode dar o que tanto quero...
É o sutil néctar, é a sutiliza da pele,
é o pequeno átimo que me impele...
Amélie Poulain não via o muito grande;
é o detalhe que no olhar dela se expande!
Assim como ela, o que quero é detalhe,
é um pouquinho que muito, muito vale...
Não desejo o muito de quem é avaro,
quero o pouco de quem ama o muito raro!!!

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