Alma
antiga...
Minha alma beira
a antiguidade.
Cheira à poesia
muito antiga.
É dolorida,
é velha , sofre de fadiga...
Tem séculos
coma sua espiritual idade!
Minha alma é
do tempo do romantismo,
amiga do
Castro Alves, o condoreiro...
Antiga,
movida à velas e a tinteiro!
Minha alma
sofre da tuberculose dos antigos poetas...
Casto Alves:
fecha da minha alma as janelas abertas!
A
tuberculose dos românticos me atinge em cheio!
Ah! Eu sei,
eu sei! Sou antigo demais, eu creio...
Minha alma
antiga tem tosses e dores no peito.
Minha alma
morre doente, do mesmo fatal jeito
que morriam
os jovens poetas em tenra idade!
Ai de mim!
Minha alma beira a antiguidade!

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