quinta-feira, 27 de julho de 2017

Alma antiga...




Alma antiga...



Minha alma beira a antiguidade.

Cheira à poesia muito antiga.

É dolorida, é velha , sofre de fadiga...

Tem séculos coma sua espiritual idade!

Minha alma é do tempo do romantismo,

amiga do Castro Alves, o condoreiro...

Antiga, movida à velas e a tinteiro!

Minha alma sofre da tuberculose dos antigos poetas...

Casto Alves: fecha da minha alma as janelas abertas!

A tuberculose dos românticos me atinge em cheio!

Ah! Eu sei, eu sei! Sou antigo demais, eu creio...

Minha alma antiga tem tosses e dores no peito.

Minha alma morre doente, do mesmo fatal jeito

que morriam os jovens poetas em tenra idade!

Ai de mim! Minha alma beira a antiguidade!


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