domingo, 23 de julho de 2017

Faxineiro de palavras...



Por tudo jogados sinais e pontuações...
Limpei da estante os travessões:
o pó do desuso se lhes impunha...
No escritório muito se rascunha
escritos sucessivos e de letras lotados!
Vários panos bem molhados
para limpar as palavras mal colocadas
nas frases recém-nascidas e já erradas!
Frases aligeiradas e muito avoadas
ficavam caídas como fica o pó!
Trágicos enganos: que dó!
Palavra mal escrita por mau escritor
fica sem jeito à espera da sua limpeza!
Nesse escritório tudo é uma beleza!
Eu limpo, eu cuido das letras mau nascidas.
Coitadinhas, nem estão bem crescidas
e são limpas rapidamente sem hesitações!
Ainda bem que acredito em reencarnações...
Lá vem o escritor fazer suas estripulias verbais!
Sorrio: tudo vai renascer! Letras não morrem, jamais!

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