segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Ode a Castro Alves ( Idranreb)

Quem eram? Donde vinham? – pouco importa
Quem fossem da casinha os habitantes.
 – São noivos: – as mulheres murmuravam!
 – E os pássaros diziam: – são amantes!
C. Alves



Eu:
Sonhava tanto aos dezesseis anos
ser Castro Alves: juvenis planos!

Como ele:
Em navios negreiros navegava
e a linda Eugênia Câmara amava...

Como o poeta:

Bebia as negras tintas envenenadas
dos tinteiros das almas penadas!

Como ele:

Escrevia poemas condoreiros
entre senzalas e nevoeiros..

Como o poeta:

Queria morrer a morte cristalina
sonhando Leonídia ou Idalina...

Como ele:

Escrevi muitos versos em chamas
feito de sonhos e de jovens damas...

Mas não sou o poeta:

Hoje dedilhando frios computadores
nem mais sonhos,  nem mais amores..

Não sou ele!

Internet, You tube e celulares
negam minhas dores e pesares...

Não sou o poeta:

O face não é nem antiga tinta e nem velhas penas...
Ah! Tecnologias! A ser eu mesmo tu me condenas!!!!!!!




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