
Estranho escriba,
Copiador da vida
sinto eu que sou!
Copista que copiou
Instante incopiável!
Copiador inviável
De amores vitais!
É como de catedrais
Escrever os sons plangentes!
É como escrever as pungentes
Cores dos sutis arrebóis!
Escrever os milenares sóis
Dos infindos universos!
Com meus inverossímeis versos
Escrevo coisas da vida!
Enlouquecido escriba
A pintar com letras!
Do pintor as mágicas paletas
São as teclas do computador!
Sou Demiurgo louco copiador,
Triste e bobo escriba
Que esqueceu de viver a vida!
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