quarta-feira, 13 de maio de 2020

Pasárgada... à direita...




















Vou-me embora,
Para Pasárgada além...
Lá não há hora;
nem tristeza também...
Nesse lugar
Só há vagar...
Vou para longe,
Lá, onde nem o eco responde.
Para esse lugar de sonho
o verso que componho
é o terrível caminho.
O sofrer é o vinho
Que fez-me querer morrer...
Pasárgada à direita,
Não há como errar:
Lá há flores para a colheita,
Há prostitutas para degustar...
Morrendo me vou embora:
Quero gozo e mulheres,
Quero a puta que chora
E diz-me: “ama-me se puderes!”
E com certeza a amarei!
Até mais! Embora irei,
Lá para lugar nenhum...
Nunca mais de prazeres jejum,
Quero-os todos e mais!
Amigos! Voltar? Jamais!
O lugar é de Pasárgada além...
A fuga é o trilho... o prazer o trem!



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