sábado, 19 de agosto de 2017

Velório de um vivo!













Sentado a esperar e a esperar...
Quieto a silenciar, a silenciar...
Quem pode a ele dar vida nova?
Vive tendo da vida pobre esmola!
Quieto, olhar de vidro, espelhado.
Quieto. Dedos mudos no teclado...
Espantalho no silente escritório.
Ali é do escritor vivo e triste velório!
Não morreu, vive aos poucos morrendo.
Não é feliz. Nada sente. Não esta vivendo.
Não morreu ainda o poeta falecido.
Ainda vive no silêncio, esquecido!
Entre livros, mofo, penumbra e poema!
Condenado! A desilusão o condena!!!

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